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Ainda estou aqui (2024) – Memória é Resistência

Ainda estou aqui | Mesmo diante do esquecimento, a história persiste em ecos de amor, luta e esperança que nunca se apagam.

Tempo de Leitura: 2 minutos

Ainda estou aqui” em poucas palavras …

Rio de Janeiro, 1971. Depois de retornar de um exílio voluntário, em protesto pela cassação de seu mandato após o golpe militar ocorrido em 1964, o ex-deputado e engenheiro Rubens Paiva tem sua casa invadida e é preso por militares. Essa seria a última vez que sua esposa e seus filhos veriam vivo.

Ele seria torturado e assassinado, sendo declarado desaparecido pelo governo militar. O desaparecimento de Rubens deixou uma marca na família, um vazio que seu filho Marcelo, ao longo dos anos, tentaria preencher com memórias, investigações e, sobretudo, com palavras.

Eunice Paiva, esposa de Rubens, teve sua vida destruída pelas investigações violentas deflagradas pelo governo. Enquanto tentava obter, inutilmente, notícias de seu marido, ela precisava também lutar para proteger os filhos. Mas uma outra batalha mais silenciosa já começava a surgir: o Alzheimer. Essa doença, que lentamente apaga as memórias, desafia Marcelo a lidar com a ironia de perder a memória da mãe, enquanto luta para preservar a história de seu pai.

O registro em palavras das lembranças de sua infância, das ausências deixadas pelo regime militar e das dificuldades de lidar com a deterioração mental de Eunice, são a única maneira que ele encontra de resistir à violência que sua família tinha sofrido.


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